Sábado, Maio 23, 2009

Linha do Cidadão Idoso




A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas decidiu proclamar o ano de 1999 como o Ano Internacional das Pessoas Idosas, sob o lema: "Por uma Sociedade para todas as Idades", sociedade que se quer baseada no respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais, pela justiça social e pela participação cívica, designadamente chamando a atenção para um grupo de particular risco - a população idosa.
O Provedor de Justiça neste contexto decidiu criar uma linha telefónica gratuita de apoio aos cidadãos idosos.
A Linha do Cidadão Idoso pretende divulgar junto das pessoas idosas informação sobre os seus direitos e benefícios na área da saúde, segurança social, habitação, obrigações familiares, acção social, equipamentos e serviços, lazer, entre outras, de forma a contribuir para uma participação mais activa dos idosos na vida da sociedade, habilitando-os para um melhor exercício dos seus direitos. Propõe-se igualmente garantir um atendimento personalizado e contribuir para a acessibilidade da informação.
A Linha do Cidadão Idoso 800 20 35 31 funciona todos os dias úteis entre as 9h00 e as 17h00, existindo um gravador de chamadas fora deste horário. A chamada é inteiramente gratuita.
A questão colocada será tratada directamente pela Linha do Cidadão Idoso ou, caso tal não seja possível, será encaminhada para as entidades competentes ou para os serviços da Provedoria de Justiça, desde que esteja dentro do seu âmbito de actuação.
A Linha do Cidadão Idoso iniciou o atendimento público em 15 de Julho de 1999.
Para que Serve?

Serve para informar e divulgar, junto dos cidadãos que atingiram a maturidade das suas vidas, um grande conjunto de direitos e de benefícios, em áreas tão importantes como, por exemplo:

Saúde
Segurança Social
Habitação
Equipamentos e Serviços
Tempos Livres

A Linha do Cidadão Idoso não é uma linha de emergência e não dá consulta jurídica.
Como Funciona?

Do outro lado do telefone encontrará, entre as 9h00 e as 17h00 de cada dia útil, uma voz interessada e atenta que tudo fará para o(a) ouvir, aconselhar e informar e, se necessário, para lhe dar os endereços e os números de telefone que poderá contactar. Se possível, a própria Linha resolverá directamente o seu assunto ou encaminhará a sua reclamação para os serviços da Provedoria.
Fora desta hora poderá sempre deixar a sua mensagem. Será sempre contactado.
Porquê uma Linha do Cidadão Idoso?
Porque as pessoas têm direito a:
Segurança Económica
Condições de Habitação
Convívio familiar e comunitário

Respeito pela sua autonomia pessoal (cf. CRP art.º 72

Quarta-feira, Abril 15, 2009

Portugal tem dois milhões de pobres, diz Banco de Portugal

Terça-feira, Abril 14, 2009

Quando a felicidade se torna obsessão - Por Isabel Stilwell



18 02 2009 08.12H

Andamos completamente obcecados pela felicidade, como o provam os quatro mil livros em língua inglesa publicados sobre o assunto no ano de 2008, mais dois mil do que oito anos antes, revela a revista Psychology Today, num artigo da sua última edição.
Um sintoma de que há por aí muita gente que se anda a sentir infeliz, e acredita que a solução para os seus problemas está algures num manual de auto-ajuda. O pior, conclui o artigo, é que ser capaz de dizer/saber o que nos dá felicidade não é dos nossos maiores talentos.
Quantas e quantas vezes acreditamos que está naquela coisa, naquela pessoa, ou naquele acontecimento, para, chegados ao dia e à hora, percebermos que afinal não era nada daquilo que queríamos.
Durante décadas, a psicologia e a psiquiatria interessaram-se sobretudo pela «infelicidade», por tentar perceber a depressão, a ansiedade e todos os estados que nos limitam e angustiam, mas nos anos 90, o psicólogo Martin Serligam veio fazer um apelo: e que tal se estudássemos o que nos faz felizes.
O próprio deitou mãos à obra e criou uma corrente a que deu o nome de psicologia positiva, aquela que se concentra nas coisas boas, e que devem ser cultivadas, em lugar de "perder" demasiado tempo a vasculhar o passado. Os psicólogos Alan Horwitz e Jerome Wakefield abriram uma outra frente e, em claro movimento de contracorrente, publicaram um livro em que defendem que a psiquiatria transformou a tristeza, sentimento humano e fundamental para o nosso crescimento, numa desordem depressiva, a que se seguiu o best-seller de Eric Wilson que intitulou a sua obra Contra a Felicidade.
Acusação: estamos a tentar abolir a tristeza do repertório dos nossos comportamentos, e basicamente um homem sempre feliz é uma criatura superficial, sem consciência de que a beleza da existência está nos seus paradoxos. Mais ainda, quem julga que vai conseguir viver sem obstáculos, desilusões e perdas é um alienado da realidade.
Bem vistas as coisas, dizem aquilo que a nossa mãezinha já nos dizia: é preciso encontrar sentido para a vida, potenciar os nossos talentos, darmo-nos aos outros e construir rela-ções fortes. Com crise ou sem ela.

Isabel Stilwell editorial@destak.pt

Quinta-feira, Abril 09, 2009

O MEU ANIVERSÁRIO ;)


Dia 10, e assim se fazem 29 anos!

O tempo voa ... 29 anos, já?
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Segunda-feira, Abril 06, 2009

Ao Pôr do Sol


Ao pôr do sol vejo cores
Aquelas cores híbridas que não têm nome...
Aquelas que nos tocam, que se entranham e nos fazem comover!

As ondas trazem consigo uma brisa ténue
o seu odor, o sabor do seu sal..
As ondas que levam e trazem pergaminhos antigos!

Ao pôr do sol, quando olho o infinito de frente para o mar
encontro um corredor, um espelho de luz
que nos leva não se sabe para onde, talvez ao infinito...

Neste percurso de mim ao sol, lá ao fundo
antes de lá chegar, e sem dar por isso
subitamente o sol se vai...
E fico em completo suspense!

Depois volto atrás, volto a mim
toco na minha face e suspiro...
Vivo, respiro com toda a força da alma...

Levanto-me, toco na água gelada e salgada
sinto-a e prometo-lhe que irei voltar
sempre com a esperança de a encontrar!

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@Carlos Veiga

Sábado, Abril 04, 2009

Não tenho tido muito tempo para passar por aqui, mas é por boas causas...
A verdade é que o trabalho e o mestrado não deixam muito espaço para outras coisas!
Aos que me visitam e aos que visito regularmente aqui por estas lides da blogosfera, digo que vou tentar passar mais vezes por cá!
E se me permitem, este fim de semana é só para mim!!! Vou fugir do "mundo", da confusão ... vou fugir para o Alentejo!!!

Abraços, aproveitem também o fim de semana que a vida passa a correr!

Sábado, Março 28, 2009


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Sábado, Março 21, 2009

Contribuição Refugiados - ONU


Vamos todos contribuir … Façamos todos uma pouco mais …
É dedutível no IRS, ou na alma …

Link para a contribuição:
http://www.unhcr.org/donate/index.htm

Segunda-feira, Março 09, 2009

Desencontros


Passei pelos sítios onde andámos
Onde percorremos as estradas intermináveis
Percorri, percorri contigo longas estradas e planícies
Em pleno equinócio…

As planícies cor de fogo, ao final da tarde emanavam calor
Aquela cor, a cor de fogo que me aquecia a alma
E que me dava a esperança de voltar a encontrar…
Encontrar – te …

Voltei ás longas planícies, onde tu e eu fomos
Por fugazes momentos iludidos …
Porque todos nós somos
Uma força de vida materializada em sentidos…

Voltei de novo às longas planícies cor de fogo
Onde por momentos chorei em silêncio
A mágoa do desencontro dos dias passados
O misto de novo mundo, de nova vida, de um novo começo

Voltámos …
Deixámos para trás as estradas longas, intermináveis…
Ladeadas apenas por longas e amenas planícies
Voltámos…

Deixámos as longas terras, infinitas terras …
Voltámos para perto do mar …
Esse mar já tão perto, e deixámo-lo passar …
Perdemos o horizonte dos nossos dias
Dos nossos sonhos…

De costas voltadas
Dias, semanas, anos…
Perdemos as planícies, perdemos o mar…
Hoje apenas ficou a memória …

Apenas ficou a hipótese do que poderia ter significdo amar!
São os desencontros!


@carlos veiga

Sexta-feira, Março 06, 2009

Boletim Nº2 do ISPA

Com muito trabalho e o mestrado à mistura nem sempre tenho tempo de vir até aqui ... e muito menos de matar saudades da escolinha (ISPA), sim a melhor escola do mundo!!! Aiiii que saudades ... que saudades!
Para quem, como eu gosta de Psicologia e do ISPA, aqui fica o boletim...
Volto em breve... até já !


http://www.ispa.pt/ISPA/vPT/Publico

Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

Lá estarei ... A não perder!



Nitin Sawhney
24 de Fevereiro – 22h00 (abertura de portas às 21h00 )

É um dos nomes mais criativos do panorama musical actual: é dj, produtor, músico, multi-instrumentista, orquestrador e um verdadeiro pioneiro cultural. Procurando uma verdadeira música global que incorpore as suas raízes multi-culturais mas também expressões e influências de todo o mundo, Nitin Sawhney desenvolve um vocabulário musical totalmente único. Entre o som asiático tradicional e contemporâneo, entre os ritmos latinos e o drum n’ bass, entre o jazz e o hip-hop sempre com as mais variadas e originais vozes, o artista desconstrói as barreiras entre os sons modernos de club, chill-out e a world music. Ao vivo, a experiência ganha contornos ainda mais intensos à medida que o virtuoso músico e os seus vários convidados – quer nas vozes quer nos vários instrumentos – partilham as suas histórias e pensamentos musicados. São quase duas horas de puro deslumbramento visual e sonoro. O regresso de Nitin Sawhney a Portugal, agora num ambiente de intimidade, o mesmo que só o Coliseu dos Recreios proporciona. Dia 24 de Fevereiro, pelas 22h.
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Domingo, Fevereiro 08, 2009

As partidas da minha amiga Ana Luísa ... Só tu ;)

Pois é, isto de ter amigos é muito bom ... E tenho amigos muito interessantes, estranhos é um facto! Mas eu adoro-os!
Estavamos em férias, quando uma das minhas melhores amigas, a Ana Luísa, essa personalidade mítica, conhecida desde o Cabo da Roca à Tailândia me envia uma MMS, com a seguinte foto dizendo:
"Olá amigo, estou a fazer turismo rural e tirei esta foto em homenagem a ti " ...
Hummmm, Porque será?!

Com amigos destes ... ;)
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Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009

Desafio

lançou-me o seguinte desafio:
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1º - Agarrar no livro mais próximo
2º- Abri-lo na página 161
3º- Procurar a quinta frase completa
4º- Publicar essa frase no meu blog
5º- Passar para CINCO pessoas, à escolha.
Aqui vão:
O LIVRO

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A FRASE
"Sempre que ele começava a falar dos princípios SOCING, do Duplopensar, da mutabilidade do passado, da negação da realidade objectiva, e se punha a usar palavras novilíngua, ela mostrava-se maçada e confusa dizendo não ligar a essas coisas".
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E agora a tarefa mais difícil: a quem passar
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1- Tania Matos do blog:
2- Luis Marques da Silva do blog:
3- Colibri do blog:
4- Mona Lisa do blog:
5- Multiolhares do blog:
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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Na ponta do mundo...


Na ponta do mundo ...
Os dias de inverno são frios, sós, húmidos...
Esses dias quase noites,
onde na ponta do mundo me tento encontrar!

A paz, o equilíbrio, aqueles que clamam alto,
do alto da ponta do mundo, gritam!
E numa força do tamanho do mundo,

apuro todos os meus sentidos ...
com as ondas do mar que rebentam violentamente deixando o sal em terra,
onde os salpicos da chuva miúda me tocam ao de leve no rosto!

No lugar secreto, lá na ponta do mundo,
onde olhar para o infinito, sem nada ver para além da linha do horizonte,
sem nada agarrar, sem nada falar, pareço encontrar ...

Na ponta do mundo, onde nada parece haver,
onde a existência parece não ter qualquer lugar,
para além da linha do horizonte...

Na ponta do mundo, lá nesse lugar ...
aí parece encontrar-se algo ...
Não a matéria, não aquilo que é evidente e fácil,
mas na ponta do mundo, lá no lugar secreto...
Encontro-me!



© Carlos Veiga


(Jornal da Noite, 2ª parte, 28/01/2009)
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Domingo, Fevereiro 01, 2009

Boaventura diz que a realidade prova que "o FSM tinha razão"


No fim da edição do FSM na Amazónia, Boaventura Sousa Santos diz que foram os Fóruns Sociais que "anteciparam a crise" que hoje vivemos e não o Fórum de Davos que reúne a elite financeira. O fundador do FSM quer ver o mundo a discutir as ideias e soluções propostas em Belém do Pará e diz que é urgente "reinventar o Estado", orientando-o no rumo da democracia participativa.

“Se o Estado vai ter um controlo maior sobre a democracia tem de haver uma democracia económica”, defendeu o sociólogo da Universidade de Coimbra que faz parte do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial desde a sua primeira edição. Boaventura lembra que "o FSM foi uma resposta ao Fórum Económico Mundial não só para produzir um diagnóstico alternativo porque nos antecipamos às nossas crises que hoje temos no mundo, mas também para propor uma terapêutica alternativa”. E para mostrar a qual dos dois encontros o tempo veio dar razão, lembra que o Fórum de Davos, “ao contrário do que defendeu antes, hoje defende que o papel do Estado é muito importante”. “Mas para nós tem de ser um Estado totalmente reinventado", defende Boaventura.A prioridade deve ser dada às energias renováveis e à agricultura familiar, “a única agricultura que mata a fome", por oposição ao agronegócio e a monocultura que no seu entender “não resolvem o problema, pelo contrário, produzem fome”, aumentando a desertificação e o êxodo para as grandes cidades que se estão a tornar “invivíveis, inabitáveis”. Deste ponto de vista, a questão indígena tem para Boaventura, uma importância singular. “É preciso uma outra visão da natureza como recurso humano e não como recurso natural”, diz o sociólogo, opondo-a à visão da alta finança reunida em Davos. "A questão indígena e ambiental vão ser fundamentais como questões globais para um novo modelo, e é isso que o Fórum Económico se recusa a ver. Ele continua a pensar que os indígenas são atraso, obstáculos ao desenvolvimento”.Boaventura diz que a solução deve centrar-se na forma de “viver bem dos quéchuas e não na China. Se os chineses consumissem no mesmo padrão que os europeus e que a América do Norte, precisaremos de três planetas para garantir a sustentabilidade de um único”.Ainda acerca do debate do papel do Estado, Boaventura Sousa Santos criticou a orientação do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, o segundo maior banco de investimentos do mundo, ao destacar que funciona numa lógica direcionada ao agronegócio e ao neoliberalismo.


Alterações

Portaria n.º 129/2009. D.R. n.º 21, Série I de 2009-01-30
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social
Regulamenta o Programa Estágios Profissionais

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Sexta-feira, Janeiro 30, 2009

Música de Jorge Palma: Portugal, Portugal

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Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

Onda de despedimentos assola o país

Só esta semana 384 trabalhadores foram despedidos em Portugal e mais de três mil têm os seus postos de trabalho em risco devido ao anúncio de encerramento de várias empresas. As instituições de solidariedade social registam um aumento dos pedidos de ajuda e temem o agravamento da situação. Também a Organização Internacional do Trabalho foi obrigada a rever as suas previsões e calcula em 50 milhões o aumento do número de desempregados no Mundo em 2009.
Em Portugal, a crise no sector de têxteis e calçado levou à dispensa de 202 trabalhadores desde segunda-feira: as fábricas "Ecco'let Portugal", em Santa Maria da Feira, e "Conjuli - Sociedade Confecções", em Vila Nova de Famalicão, fecharam as portas, despedindo 177 e 25 trabalhadores, respectivamente. Em Cascais, a Euronadel, fábrica de agulhas do grupo alemão Groz-Beckert, encerrou esta quinta-feira, deixando 182 trabalhadores no desemprego.
Mas este número pode aumentar rapidamente devido aos sucessivos anúncios de despedimentos e encerramentos feitos também durante esta semana. Entre eles encontram-se a Qimonda e a Aerosoles, que entraram em processo de falência, colocando 1.900 postos de trabalho em risco e 680, respectivamente.Nos EUA e na Europa, durante esta semana, entre despedimentos efectivos e anúncios de despedimentos, mais de 130 mil trabalhadores foram ou serão brevemente afectados.
A situação em Portugal está a preocupar as instituições de solidariedade social. Isabel Jonet, do Banco Alimentar assegura que "tem havido um aumento crescente da procura" junto desta instituição. "Há muitas famílias em dificuldade. Cada dia que passa há mais famílias a pedir apoio alimentar e diariamente recebemos curriculum de pessoas a pedir emprego", acrescentou Isabel Jonet, em declarações à Agência Lusa.Por seu turno, o padre Agostinho Jardim Moreira, presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal, considerou que o aumento do desemprego no país "já está a piorar a situação de carência de muitas pessoas", dando com exemplo o que se passa na sua paróquia, na freguesia de São Nicolau, no Porto. "Com os casos de desemprego e o aumento dos produtos alimentares há cada vez mais pessoas que começam a ter graves problemas e que procuram ajuda", adiantou, sublinhando que "muita gente que vai perdendo os empregos é obrigada a vender os carros e encontrar outras formas de subsistir".Agostinho Moreira sublinha que "estamos a assistir uma derrocada de todo o sistema capitalista, que vai levar a situações muito difíceis de subsistência. Vai haver um grande número de pessoas que realmente vão passar muito mal", criticou, lamentando as previsões sobre o número de desempregados que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou esta quarta-feira.De acordo essas previsões, a crise económica mundial poderá levar para o desemprego até mais 51 milhões de pessoas "se a situação continuar a deteriorar-se".
O pior cenário traçado pela OIT fala na eventualidade de se chegar aos 230 milhões de desempregados no mundo, contra 190 milhões em 2008 e 179 milhões em 2007. A organização foi obrigada a rever bem por cima os números que avançara em finais de Outubro, quando as previsões apontavam para a perda de 20 a 25 milhões de postos de trabalho até 2010.

Fonte:

Terça-feira, Janeiro 27, 2009

Ler e escrever: um elixir de vida na terceira idade


Por Armanda Zenhas 2009-01-14

Vou contar-vos acerca de uma doce idosa, doente de Alzheimer, que, aos 83 anos, depois de um decréscimo da sua qualidade de vida intelectual e emocional (...), teve força de vontade para combater esses demónios.
O sabor que as palavras têm dão cor à vida e dão vida à vida e qualidade a essa vida. As palavras lêem-se, revilêem-se. As palavras escrevem-se, escrevivem-se. Deixem-me, sem pretensiosismo, tentar imitar o dom de criação de palavras que Mia Couto põe na sua escrita.O exercício da leitura e da escrita são poderosos instrumentos revigorantes para o cérebro. A actividade intelectual na terceira idade é fundamental para manter os mais idosos activos e para evitar ou retardar o surgimento ou a progressão de doenças neurológicas degenerativas, que levam a memória e trazem as demências. A investigação tem demonstrado que o treino do raciocínio indutivo, da memória e de outras funções mentais é importante na manutenção da saúde mental."Mente sã em corpo são." Para o corpo são, exercício físico e boa alimentação. Para a mente sã, exercício intelectual e bom alimento para ela. É de mente sã que eu vou falar, embora não nos possamos esquecer de manter o corpo são: um não vive bem sem o outro estar em forma. Vou dar exemplos reais de histórias de vida em que a leitura e/ou a escrita deram vida à vida e lhe acrescentaram cor, sabor, prazer e qualidade.Vou contar-vos acerca de uma doce idosa, doente de Alzheimer, que, aos 83 anos, depois de um decréscimo da sua qualidade de vida intelectual e emocional, em que as memórias se confundiam e as manias ganhavam terreno juntamente com a depressão e a irritação, teve força de vontade para combater esses demónios. Entre outras armas, a leitura esteve sempre presente. A par com a revileitura (em parceria com os medicamentos, o exercício físico e o carinho da família), começou a assistir-se ao renascer do que já se pensava perdido. O cérebro como que rejuvenesceu e foi-lhe possível não apenas saborear as histórias dos muitos livros que lia, mas também a qualidade literária com que eram tecidos, nomeadamente a magia das palavras criadas por Mia Couto. Depois seguiu-se um aumento da actividade de escrita, há muito condicionada a algumas cartas para a família, através da tradução de uma história francesa e respectiva ilustração, para uma criança da sua estima, como anos antes tinha feito para os netos.Deixem-me contar-vos acerca de um senhor que, depois de se reformar, descobriu o prazer da escrita aos 68 anos. Começou a pesquisar (lendo, ouvindo, conversando), e as histórias e os poemas foram nascendo, num processo de escrevivência, em que também o seu cérebro rejuvenesceu, a vida ganhou mais interesse e novos objectivos.Deixem-me contar-vos ainda como a literatura serve de elo de comunicação entre gerações. Sempre o foi entre mim e as duas pessoas admiráveis de que falei. Foi-o entre uma filha e uma mãe, que sempre partilharam leituras além de afectos, quando a segunda se encontrava em estado terminal, já sem conseguir falar. A filha seleccionou um texto de Rubem Alves (2002) para ler à mãe, no hospital, pretendendo comunicar-lhe como a considerava sábia, apesar da sua baixa escolaridade: "O erudito é aquele que ajunta muitos saberes. O sábio é aquele que, saboreando os saberes ajuntados, se dá conta que muitos deles não têm gosto, ou que têm um gosto que não lhe agrada. O sábio - degustador - livra-se deles. O erudito soma saberes. O sábio diminui saberes. Ele escolhe o que é essencial. Os saberes essenciais são aqueles que nos ajudam a viver". O olhar da mãe, o seu sorriso, a sua expressão facial mostravam compreender o que ouvia e denunciavam o que lhe ia na alma e que não podia traduzir em palavras. Esse dia foi o último em que filha e mãe puderam comunicar, numa partilha de afectos, de palavras, de uma vida que as uniu e que se traduziu num momento final de felicidade para a mãe (e também para a filha), numa comunhão perfeita através da literatura, que lhes permitiu esta despedida.Serão estas histórias acasos? Não. Ler e escrever são actividades altamente estimulantes para o cérebro e não é preciso ter estudos elevados para as realizar e apreciar; "são saberes essenciais" que nos podem ajudar a viver. Martín (2007) diz que, "assinalado o interesse da estimulação, defendemos que a educação, ao proporcionar um conjunto de padrões de actividade intelectual (por exemplo, através da leitura, da escrita, de actividades discursivas que exercitam o desenvolvimento da linguagem e do pensamento, etc.), ajuda à manutenção dos níveis de activação cerebral ou, em muitos casos, a recuperar e a compensar a perda de estimulação ambiental ou contextual, que ocorre particularmente depois da reforma".À leitura e à escrita podemos acrescentar outras actividades que também exercitam o cérebro, como, por exemplo, fazer palavras cruzadas, jogar cartas ou outros jogos, bordar ou fazer renda, construir peças de artesanato. Da prática de todas elas, de acordo com os gostos e os hábitos de cada idoso, resultarão benefícios como a estimulação do cérebro, o sentimento de rejuvenescer, o gosto pela vida.NOTA: Gostaria de dedicar este texto à minha querida mãe, de quem herdei o prazer da leitura e da escrita e em quem tive o privilégio de sempre encontrar parceira de diálogo e de interesses nesse (como noutros) domínio.
Bibliografia:
Martín, A. V. (2007). Gerontologia educativa: Enquadramento disciplinar para o estudo e intervenção socioeducativo com idosos. In A. R. Osório & F. C. Pinto (eds.), As pessoas idosas: Contexto social e intervenção educativa. Instituto PiagetAlves, R. (2002). Estórias maravilhosas de quem gosta de ensinar. Porto: Edições Asa.

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Música à meia luz


Ao som de uma música que me leva para longe,
cada palavra que oiço aviva a chama que estava quase extinta,
aquela que guardei, que tentei extinguir para não mais me importunar!
Aqui ... longe de tudo, longe do mundo lá fora, a música toca ... ela persegue-me!
Ela teima em avivar a chama da minha alma ...
Ela diz, ela repete vezes sem conta " tu es venu mon amour" ...
A música toca como uma brisa suave e doce, mas ela fere profundamente ...
Ela vai terminando lentamente, para depois
deixar o silêncio suspenso nas imagens recordadas à
meia luz deste quarto, deste escape de mundo longe de tudo, longe ... de tudo, mas tão perto de ti!
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Quarta-feira, Janeiro 21, 2009


Durante uns dias não vou ter grande disponibilidade para vir até aqui ...

Um abraço, volto em breve!



Terça-feira, Janeiro 20, 2009

OBAMA O 44º


Segunda-feira, Janeiro 19, 2009


Domingo, Janeiro 18, 2009

Por Miguel Sousa Tavares - "O factor Vara"

Sábado, Janeiro 17, 2009

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Quinta-feira, Janeiro 15, 2009

Chuva ...

Ultimamente não tenho tido muita inspiração para escrever, seja o que for, tenho que confessar isto! Hoje, quando me levantei, olhei pela janela, nada via ... ouvi o barulho da água da chuva ... esfreguei o vidro da janela, olhei outra vez... esfreguei os olhos e tive este reflexo tão condicionado: Oh não! Chuva!!!
Voltei a cara, desanimado ... Parei por momentos, pensei e questionei: Porque levantar-me já com esta atitude? Será por causa da chuva? Começaram a surgir-me questões e respostas, algumas superficiais acerca deste fenómeno, outras mais do espectro existencial ...
Pensei uma vez mais e perguntei: Porque levantar-me tão mal disposto, só porque vou ter de enfrentar um dia de chuva, um dia chato?! Chato, mas porquê?
Pensei então noutros dias de chuva ... dei uns minutos a mim próprio!
Depois de deixar todos os preconceitos e desmontar todos os automatismos mentais, acabei por relembrar alguns dias de chuva na minha vida. Neste exercício acabei por rememorar momentos tão especiais, tão maravilhosos ... para minha surpresa, a conclusão:
Foram à chuva, passados alguns dos momentos mais marcantes e especiais da minha vida... Afinal, vale sempre a pena parar um pouco, relembrar, reorientar o olhar e os pensamentos, rememorar algumas situações, desmontar e voltar a construir os significados das coisas...
Um bom dia para todos.
Abraços

Segunda-feira, Janeiro 12, 2009


“O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!”

Escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas.

Quarta-feira, Janeiro 07, 2009

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Sexta-feira, Janeiro 02, 2009

Protecção Social para Doentes de Alzheimer


Os doentes de Alzheimer e Parkinson vão passar a estar incluídos nas pensões de invalidez previstas para o caso das doenças crónicas e degenerativas. Para estes doentes vai também ser criado um complemento por dependência. As duas medidas, propostas pelo Bloco de Esquerda (BE) foram aprovadas ontem, no Parlamento, por unanimidade, na generalidade. A mesma sorte não teve a proposta para alterar o escalão de comparticipação dos medicamentos para os doentes de Alzheimer, que foi chumbada pela maioria socialista, contra o apoio da oposição.Os projectos de lei foram apresentados pelo deputado do BE João Semedo, que salientou a "desigualdade do tratamento dos doentes de Parkinson e Alzheimer relativamente a outros doentes que têm doenças crónicas e degenerativas". Lembrando que estas doenças afectam cerca de 100 mil portugueses, o deputado bloquista afirmou que "não há nenhuma razão para que esta desigualdade persista a nível da comparticipação de medicamentos".O presidente da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer, António Oliveira Costa disse ao DN que estas medidas são "positivas, mas ainda há um longo caminho a percorrer". António Oliveira Costa lamentou ainda o chumbo da proposta para incluir os doentes de Alzheimer no escalão A da comparticipação de medicamentos. "Ficamos tristes por ver a discriminação em relação ao doentes quanto à comparticipação dos medicamentos". Em Portugal, existem cerca de 70 mil doentes de Alzheimer, sujeitos a uma "medicação muito cara", frisou o dirigente.

In Lusa

Link Site SocialGest:
http://www.socialgest.pt/cgi-bin/bo/viewnews.cgi?id=EkEyyVulupLisRzeDC&style=noticia_completa&tmpl=conteudos

Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Natal Quando Um Homem Quiser


Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitros de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

ARY DOS SANTOS

Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

POEMA DE MANUEL ALEGRE - "CANÇÃO TÃO SIMPLES"


Canção tão simples

Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?

Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?

Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?

Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?